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| Cartel de Diário de Bordo. Extraído de Cámara Municipal Ponte de Lima |
Diário de Bordo fue la propuesta escénica de la Academia de Música Fernandes Fão representada en el Teatro Digo Bernardes de Ponte de Lima para terminar el año.
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| Cartel de Diário de Bordo. Extraído de Cámara Municipal Ponte de Lima |
Diário de Bordo fue la propuesta escénica de la Academia de Música Fernandes Fão representada en el Teatro Digo Bernardes de Ponte de Lima para terminar el año.
Lele, bela apresentação de um espectáculo maravilhoso. Um cenário com a assistência integrada nas cenas.
Um tema delicado, onde o Pedro Lamares confirma a sua virtude de ser jovem, com ideias inovadoras. Fez da simplicidade a diferença, tornando o que parecia ser complicado num espectáculo acessível a qualquer público.
Parabéns pelo teu artigo e grato pela divulgação.
Abraço.
JF
Oi, Jose!
Tal e qual, um espectáculo complexo mas simples nas sensações, inovador.
Mas foi graças a si que eu dei por ele e fui lá. Obrigada pela dica! 🙂
Um abraço.
Lele
Lele
A efemeridade é, para mim, uma mistura explosiva entre o fascínio e o medo da perda.
Talvez seja um pouco isso que me encanta na linguagem do espectáculo. O «aqui e agora». A sensação de que é único em cada momento e, por isso, sagrado. Sem outro registo mais fiável do que o da memória, porque porque a tecnologia não vê o que o público vê.
Entre tantas coisas que vamos conquistando no processo de trabalho e chamamos de liberdade há uma, particularmente, que me apetece proibir: A banalização. Em cena, é o maior dos pecados.
Quando se constrói uma coisa com amor, constrói-se para quem faz e para quem vê. Constrói-se na convicção de que isso possa transformar alguém de alguma forma. Dos que propõe e dos que assistem.
Quando se trabalha com um grupo de vinte adolescentes como os que viste em cena, com uma equipa de profissionais que falam a mesma língua (onde a «culpa» virou uma piada de ser sempre do mesmo para que não se perca tempo a esmiuça-la e se possa andar para a frente e fazer o que se ama) a proposta de estarmos a «transformar» os que participam no processo vira uma certeza quase palpável.
Aos que lá vão ver, quisemos que, em vez de «assistirem ao espectáculo», se juntassem a nós, no lugar sagrado do palco (sem que isso fosse óbvio até ao momento final de abrir a cortina de ferro – porque «Afinal o que importa não é a literatura, nem a crítica de arte, nem a câmara escura»*) para que se sintam convidados a fazer parte, connosco, dessa descoberta.
O que sobra, passada a «depressão pós-parto», é uma vontade de ser uma pequena mosca, pousada discretamente na cabeça dos que espreitaram esse processo vestido de «espectáculo». Conhecer os ecos que ele deixou.
Foi muito bom para mim encontrar o post que escreveste sobre o nosso «Diário de Bordo». Muito curiosa e atenta, a tua leitura.
Obrigado por, além de deixares ecoar, te teres deixado ouvir, dando-te ao trabalho de escrever sobre ele. Assim, é um bocadinho menos efémero.
Pedro Lamares
(P.S. – O pianista é o José Paulo Ribeira, professor da AMFF e meu companheiro nestas aventuras do projecto Em Cena na AMFF, que também fez os arranjos de três temas)
* In Pastelaria de Mário Cesariny
Estimado, Pedro.
Primeírissimo de tudo, peço desculpas pelo engano na adjudicação do piano, já fiz a correção e atribuição correspondente. Alargue as minhas desculpas para o José Paulo Ribeira, a quem, aliás, já tinha ouvido ao piano num outro espetáculo.
Agora tenho que lhe agradecer duplamente. Primeiro, pelo evento criado, que achei de uma grande imaginação, elegância e, pessoalmente, construtivo. Segundo, por teres passado cá e deixado um esclarecimento sobre o evento e o processo criação-mostra. É sem dúvida um comentário/artigo enriquecedor para complementar o que, humildemente e em minha opinião, se viveu no Diário de Bordo.
Ao fim e ao cabo, o que eu possa deixar aqui é só uma parte mínima de tudo o que aconteceu, é o olhar duma “pequena mosca”.
Fico atenta para próximos eventos «aqui e agora», portanto, até breve.
Um abraço.
Lele
Amiga Lele!
Desculpa se ainda não tinha lido este maravilhoso texto.
Conseguiste aqui descrever, de forma sublime, dar a cor e vida a um espectáculo fabuloso que ambas vimos em dias diferentes mas de igual modo.
Gostei também imenso de ler o comentário do encenador Pedro Lamares.
Sei quanto amas Portugal.
Sei agora que tens mais razões para tal.
Beijo
Fernanda,
Não há nada para desculpar, nunca é tarde, mau teria sido não teres visto 🙂
Obrigada por cá passar e deixar umas palavrinhas.
🙂
Beijinho.
Lele
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