Etiqueta: Poesia

  • Navegar por Pessoa (en español)

    A los escritores solemos entrarles por sus páginas. Sin embargo, a veces alguien se toma la delicada labor de ordenar su obra en una exposición y se abre un acceso nuevo: por ejemplo, hasta el día 5 marzo, a Fernando Pessoa se puede entrar por el Círculo de Bellas Artes de Madrid, que le está dedicando una completa exposición desde diciembre.

    La exposición Pessoa/Lisboa se complementa con una web, Atlas Pessoa, y un documental realizado por los comisarios, Alberto Ruiz de Samaniego y José Manuel Mouriño.

    El documental, Pessoa / Lisboa, recorre 27 lugares de Lisboa relacionados con la vida del escritor y se puede ver a través de youtube. Fernando Pessoa tuvo, entre otras obsesiones, la del arraigo a los lugares que habitaba, especialmente a su Lisboa natal.

    La web Atlas Pessoa funciona como un mapa para conocer la intricada orografía de las letras del escritor luso de las mil voces: sus heterónimos (Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Bernardo Soares, El Barón de Teive, Fernando Pessoa, Ricardo Reis), sus conceptos (amor, muerte, realida, sueño o verdad), sus temas (sensualismo, noche, ciudad, fármacos, panteísmo y lecturas / estética) y sus obras, además de un buen compendio de términos. Se trata de navegar como quien organiza un viaje a una tierra desconocida e intrigante.

    Al fin la mejor manera de viajar es sentir.
    Sentirlo todo de todas las maneras.
    Sentirlo todo excesivamente,
    porque todas las cosas son, en verdad, excesivas
    y la totalidad de lo real es exceso, violencia,

    Álvaro de Campos

  • Ser silencio

    Ser silencio

    Exposición El hilo de Ariadna. Casa del Lector. Matadero. Madrid 2012
    Exposición El hilo de Ariadna. Casa del Lector. Matadero. Madrid 2012

    Egocéntrica.
    Pensaba que mi cuerpo estaba formado por palabras.
    Egocéntrica.
    Pensaba que yo misma era lenguaje.

  • Luandino Vieira e Ondjaki, o mais velho e o seu menor na Porta XIII

    Luandino e Ondjaki no começo da Conversa.
    Na televisão, imagem do documentárido
    dirigido por Ondjaki e por Kiluanje Liberdade,
    «Histórias de Luanda. Oxalá cresçam pitangas».
    Lele Sorribas. 2012

    Foi na Porta XIII, em Vila Nova de Cerveira, que se deu a conversa. Interessante conversa que juntou a Luandino Vieira com Ondjaki.

    Quem já ouviu uma vez Ondjaki repete. Quem já ouviu alguma vez Luandino deve repetir. Ambos são escritores angolanos, duas gerações bem diferentes unidas pela conversa na Porta XIII e pela palavra escrita.

    Luandino Vieira na fala na Porta XIII. Lele Sorribas. 2012
    Luandino, o mais velho (em relação a geração literária da que provém.Luandino nasceu em 1935 e viveu a época colonial, a independência e a guerra civil de Angola), é o encarregado de começar a falar e arranca forte. Apresenta o seu menor, Ondjaki, como um escritor que sofre daquela doença de nascer e ser poeta, uma doença da que não se pode livrar. Luandino acrescenta, “Ondjaki nasceu num ano difícil, 1977, ano no que houve uma tentativa de golpe de Estado e uma massacre. De aquele acontecimento a gente transporta cicatrizes que ainda não despareceram”. Continua Luandino, entre a apresentação e a deliberação, “a literatura vive de literatura, todos nós somos o prolongamento das leituras que fizemos e até das que não fizemos. Uma das características de Ndalu (nome natural de Ondjaki) é a permanente atenção aos outros”.
    Ondjaki assinando livros no fim da conversa.
    Lele Sorribas. 2012
    É a vez de Ondjaki, quem começa se confessando “eu escrevo para mim, para minha cidade, para o meu país, poucas vezes escrevo diretamente para os meus pais, mas fiz uma vez para a minha mãe. Foi ela. Não sou grande poeta e não faço poesia para ser grande poeta, faço por estas coisas, para partilhar momentos e afectos. Na prosa considero-me um bocadinho melhor”.
    Luandino e Ondjaki seguem com uma partilha de histórias e anedotas. Ondjaki diz-se marcado pela escola, “no caderno da primeira classe tinha na capa a frase `A caneta é a arma do pioneiro´, e alguns acreditamos nisto”.
    Depois o palavreado tomou vida própria, falou-se em escrita angolana, quais as características da literatura angolana? É possível descrever a literatura angolana? Cômo pode-se chamar de Acordo ortográfico uma proposta que só foi assinada por três de entre um grupo de sete? É possível chegar a uma grafia única? Serve para o quê a língua?

    Se calhar, todas estas perguntas ficaram sem resposta, ficaram no ar, mas não há dúvida que Luandino e Ondjaki são dois escritores da literatura angolana, que um acordo não é acordo enquanto não existir acordo de todas as partes, que a língua serve para nos comunicarmos e que na Porta XIII houve é muita palavra à solta.
    A Porta XII é uma associação, espaço de todas as artes, sita em Vila Nova de Cerveira. A associação é encarregada do espaço museológico do Convento Sanpayo e da obra do escultor José Rodrigues, é uma associação poética de todas as artes e, além disso, é também uma pequena editora para a poesia angolana e livraria de poesia e literatura infantil, chamada Nossomos. O espaço onde se encontra em Vila Nova de Cerveira, na rua Queirós Ribeiro, número 11/15, é um local aconchegante pelo espaço propriamente dito e pelo refúgio que supõe para as letras.
    Quem já ouviu Ondjaki, quem já ouviu Luandino e quem já foi à Porta XIII só pode querer mais.
  • Diário de Bordo por la Academia de Música Fernandes Fão

    Cartel de Diário de Bordo. Extraído de
    Cámara Municipal Ponte de Lima

    Diário de Bordo fue la propuesta escénica de la Academia de Música Fernandes Fão representada en el Teatro Digo Bernardes de Ponte de Lima para terminar el año.

     
    En la primera fila del escenario colocaron una hilera de sillas, en la segunda, también y en la tercera y en la cuarta; y así el escenario se convirtió en lugar compartido por actores y público. El espacio se decoró con libros colgados, el piano fue iluminando algunos momentos de la representación y las luces dramatizaban sobre los protagonistas.
    Esos, los protagonistas, veinte jóvenes de la Escuela de Música Fernandes Fão dirigidos por Pedro Lamares, y a quienes acompañó al piano José Paulo Ribeira.
     
    El espectáculo consistió en un recorrido poético, letra a letra revelado*, desde el nacimiento (primera muerte, primer rechazo que sufrimos según el poeta Jorge Sousa Braga) pasando por la vida y la muerte. Dibujando el amor, el desamor, la vileza y la belleza, la debilidad, la ruindad y el poder, y de nuevo el amor. Amor por la madre, sea esta la patria, el pueblo, la lengua, la propia vida o la madre carnal. 
    Amor también por Portugal, confesión incluida: Portugal, vou contar-te uma coisa que nunca contei a ninguém. Sabes, estou loucamente apaixonado por ti**.
    Pero la despedida se aproxima y el público se queda en el escenario recibiendo la última lección de los actores desde el patio de butacas, el final.
     
    Al final, al final es mejor vivirlo, sentirlo, oírlo, subirse al escenario o abrir los libros de los poetas que fueron apareciendo en las voces en canon y en las voces en coro de este grupo de jóvenes artistas. Presente y futuro de Portugal.
     
    Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner, José Regio, Jorge Sousa Braga, MAnuel António Pina, Alexandre O´Neill, António Ramos Rosa, António Lobo Antunes, José Gomes Ferreira, Filipa Leal, Vasco Gato, Maria do Rosário Pedreira, Adília Lopes, Mário Henrique Leiria, Oswaldo Montenegro, Mário Sá Carneiro, Almada Negreiros, Mário Cesariny, Miguel Torga, José Mário Branco, Fernando Lopes Graça, Fernado Lapa.
     
    * Há palavras que nos beijam. Alexandre O´Neill
    ** O poeta nú. Jorge de Sousa Braga
     
    Para ver una buena secuencia de fotos del espectáculo Diário de Bordo por J. Ferreira