Etiqueta: Pontevedra

  • Agora sim fico descansada: Cantos na Maré

    Desculpem lá, mas não fiquei tranquila com isso de falar do Cantos na Maré só em espanhol. Um evento tão absolutamente lusófono como este, não podia deixar de louvá-lo na língua chave: o português.
    Cantos na Maré é um festival de música, é uma cita imperdível nas agendas dos amantes da música e da cultura lusófona, que já vai pela nona edição e promete uma festa especial para a sua décima edição.

    O evento foi impecável, conduzido pela cantora galega Uxia, a quem lhe choveram elogios de todos os artistas que pelo palco passaram.
    Pelo palco, como digo, passaram vários artistas, grandes vozes e grandes músicos, com diferentes sotaques e uma chave mestre para os ligar a todos, a lusofonia. Xoán Curiel foi o representante do sotaque galego, Socoro Lira do brasilero, Mayra Andrade do caboverdiano e Carlos do Carmo do português.
    O serão esteve cheio de momentos emocionantes, mas por relembrar algum, o encontro e partilha de Mayra Andrade e Carlos do Carmo, puxou dos sentimentos de mais de um. Uxia com os Alalalás levou-nos para o estado de revolta. As dedicatórias a Isaac Díaz Pardo e a Cesária Évora tocaram muitos corações. Os momentos divertidos vieram da espontaneidade do Carlos do Carmo com o Fado Lisboa, menina e moça sambado, ou com o fim do mundo cantado por Xoán Curiel e Sérgio Tannus, ou com o trabalínguas brasileiro do coco partilhado entre Xoán Curiel, Uxia, Socorro Lira, Paulo Silva e Sérgio Tannus. Socorro Lira foi também quem poetizou a amizade do Brasil e da Galiza numa bela música, Samba da Galiza (que podem ouvir no vídeo no fim do post).
    São milhões de pessoas que partilham uma língua dentro e fora de países lusófonos, eu digo: o português está na moda, seja ele da Galiza, do Brasil, da Guiné, de Angola, de Moçambique, de São Tomé e Príncipe, de Cabo Verde, de Timor ou de Macau…
    Esta diversidade faz a língua ser um fio para a cultura rico em experiências e forte.
    E daqui a um ano, teremos mais um Cantos na Maré e nele, novamente, ficará comprovado que há muita malta a apoiar, lutar e desfrutar da sua língua.

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=jvT5EV26nw8]

  • Cantos na Maré, lusofonía absoluta.

    Sonará raro que vaya a hablar de Cantos na Maré en otro idioma que no sea el portugués, pero la grandeza de la lengua aparece cuando es comprendida más allá de sus propios acentos. Por eso arriesgaré y hablaré en español de los puentes del portugués que une países y personas de todos los rincones del mundo, mostraré el portugués como la llave del mundo, como dijo Uxia, y os contaré algo sobre Cantos na Maré.
    El encuentro musical Cantos na Maré celebró su novena edición el sábado 14 de enero en el Pazo da Cultura de Pontevedra con un lleno absoluto y con la absoluta, también, entrega de asistentes, organización y artistas. Es el encuentro de la lusofonía absoluta.
    Fin de fiesta de Cantos na Maré 2012. Lele Sorribas
    Por el escenario pasaron diferentes acentos de la lusofonía, acentos de Galicia en voz de Xoán Curiel; Socorro Lira puso el acento del nordeste brasileño, Mayra Andrade trajo Cabo Verde y Carlos do Carmo acercó Lisboa un poco más.
    La dirección musical corrió a cargo de Paulo Borges. Uxía se encargó una vez más, de hacer posible esta amalgama lusófona, todos los artistas tuvieron palabras de agradecimiento para ella, que también participó poniendo la voz al servicio de la lusofonía como nexo, orgullo, llave del mundo.
    Hubo momentos para la exaltación de la amistad, para las declaraciones de amor, para el recuerdo de dos artífices de la cultura recientemente desaparecidos, Isaac Díaz Pardo y Cesária Évora, momentos para la risa e incluso momentos locos para al mistura.
    Lisboa, menina e moça se arrimó al cavaquinho y Carlos do Carmo se lanzó a sambar acompañado por Sérgio Tannus y el resto de músicos (Moisés Fernandes, vientos; José Diaz, contrabajo; Kiné, batería;  y Paulo Borges, piano).
    Mayra Andrade interpretó Sodade con lágrimas en los ojos. A la salida no quedó ni un disco de esta joven caboverdiana que por primera vez actuaba en Galicia. Conquistó.
    Socorro Lira, Uxia y Xoán Curiel interpretaron un trabalenguas de Brasil y una ensalada lusófona de ritmos gallegos y brasileños.
    Para el cierre y el hasta el año que viene salieron todos juntos al escenario y público incluido se cantó el himno Cantos na Maré… Cantos na maré, sons da nossa fala. Cantos na maré son cantos e máis nada. Ay lelelele, ay lelele…
    El próximo Cantos na Maré será la décima edición de este evento indispensable en el calendario de la lusofonía y según anunció Uxia se celebrará con una fiesta especial. Estaremos atentos, ay lelelele, ay lelele…
    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=uZVGThkTW7U]